A saída é pela esquerda – Tese sobre Conjuntura Nacional

CONJUNTURA NACIONAL

A saída é pela esquerda

De 2015 para cá, a crise econômica aprofundou-se em nosso País e os governos e empresários decidiram aplicar um plano de ajuste fiscal duríssimo contra os trabalhadores. O então governo Dilma (PT) demonstrava toda a disposição de aplicar esses planos e, inclusive, os iniciou. No entanto, o empresariado brasileiro, a direita tradicional, como o vice-presidente Michel Temer (PMDB), aplicaram um golpe jurídico/parlamentar/midiático, para aprofundar esse plano de ajuste, acelerando as reformas e aprovando ataques sem precedentes, como a PEC 55 e a reforma trabalhista.

Em 2017, os dias 8 e 15/03 prepararam a poderosa greve geral de 28/4, com a participação de nossa categoria. Impusemos recuos ao governo, que queria aprovar a reforma da previdência no primeiro semestre de 2017. Era necessário avançar em mais uma grande greve geral. Infelizmente, as maiores Centrais do país recuaram: a Força Sindical e UGT por apoiar diretamente o governo Temer, e a CUT e CTB por optar em construir uma candidatura para 2018 se abstendo da resistência.

Fato é que, diante disso, o governo conseguiu aprovar parte de sua agenda e manter-se no poder, mesmo após os escândalos de corrupção, com a delação da JBS.

Construir a resistência tem como desafio central retomar a unidade que permitiu as ações de março, abril e maio (#ocupa Brasília) de 2017.

Os ataques sobre nossa classe estão combinados com um fortalecimento político e ideológico de setores de direita e ultradireita. Discursos intolerantes e de ataque às organizações de esquerda ganham simpatia também em setores da classe trabalhadora. A crise econômica e o ambiente de desesperança que ela cria, combinado com a desmoralização da classe política, abrem espaços para setores reacionários levantarem a cabeça e se colocarem na disputa sobre o desfecho dessa crise. Assim, Bolsonaro vem crescendo nas pesquisas eleitorais e no gosto popular.

É preciso lutar contra o avanço da direita. Porque seu avanço não se expressa só em Bolsonaro e simpatizantes da intervenção militar, mas também nos “não políticos”, como o prefeito privatizador João Doria (PSDB).

No entanto, para combater corretamente a direita, é necessário construir um campo de independência de classe. Uma articulação dos movimentos sociais e políticos que dispute corações e mentes da população trabalhadora com um programa classista e anticapitalista. Uma Frente de Esquerda Socialista que se apresente como uma alternativa de classe aos representantes do capital, e à política de conciliação de classes. Os 13 anos de governos do PT e suas alianças contribuíram para o surgimento do governo Temer e sua agressividade contra os trabalhadores.

Precisamos construí-la no calor das lutas, como nossa recente greve contra a privatização. Neste ano, é necessário também traduzir essa resistência em uma candidatura que polemize com as saídas reacionárias, e que saiba se mostrar como alternativa ao projeto de conciliação de classes do PT. A saída é pela esquerda.

Assinam: Ana Borguin – estação L2, diretora do Sindicato, André Cabello – Manutenção L5, diretor do Sindicato, Antônio Takahashi – Manutenção PAT, diretor do Sindicato, Bala – tráfego L1, diretor do Sindicato, Camargo – APOS, Camila Farão – estação L3, Camila Lisboa – estação L3, diretora da Fenametro, Daniel Bocalini – estação L3, Danilo Restaino – tráfego L1, Eduardo Loeck – estação L3, Eli Moraes – estação L1, cipista, Felipe Bisulli – estação L2, diretor do Sindicato, Flávio Santos – Manutenção PIT, diretor do Sindicato e cipista, Gabriel Landi Fazzio – estação L2, Gustavo Matos – Tráfego L2, cipista, H. Silva – tráfego L5, João Laruccia – Manutenção L5, Joãozinho – Manutenção PAT, Juliana Muniz – estação L2, Laércio – Obras, Letícia Freitas – estação L1, cipista, Lohyane Luizi – jovem aprendiz, L3, Luana Diniz – estação L1, Marcelo Bovo Talebã – tráfego L1, Marcelo Fernandes – estação L2, Marcelo Oliveira – Manutenção EPB, diretor da Fenametro, Mercadante – Administração, Paulinho da Pintura – Manutenção PAT, Paulo Augusto – estação L2, cipista, Paulo Pasin – CCO, Pedro Maia – tráfego L5, Petrauskas – Administração, Raquel Amorim – Segurança L2, diretora da Fenametro, Ricardo Senese – estação L3, Vitor Fanti – tráfego L5 e Wilsão – Manutenção PAT, diretor do Sindicato.

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