Tese sobre Plano de Luta e Campanha Salarial – Jovens aprendizes e demissões

Diante da atual conjuntura é fundamental uma política que unifique os trabalhadores dos transportes com a população. Não somente durante o período de campanhas salariais nas categorias, como nas batalhas as quais os metroviários devem participar como setor estratégico da classe trabalhadora para responder os ataques dos governos, como a reforma da previdência e a política de privatização. Por isso defendemos uma atuação não corporativa na categoria, através da organização pela base, tentando construir um novo tipo de sindicalismo.

Propostas:

– Unificar a luta contra a privatização, terceirização e o aumento da passagem, por meio de uma campanha de denúncia a partir das cartas abertas, mas principalmente levantando a necessidade de um novo método de luta junto à população através da liberação de catracas.

– Chamar a construção de um encontro com delegados eleitos na base de todas as categorias dos setores de transporte para unificar as reivindicações específicas de cada categoria e poder propor ações em conjunto para o período da Campanha Salarial, que permita derrotar Doria e Alckmin em SP.

– Construção de comissões sindicais de base em cada área para fortalecer a luta em defesa dos nossos direitos conquistados e pelas reivindicações pendentes das últimas campanhas salariais: PR igualitária, equiparação salarial, mobilidade no concurso interno para todas as áreas, aumento do quadro de funcionários, defesa da periculosidade e do plano de saúde e previdência da Metrus.

Efetivação dos Jovens Aprendizes

Os jovens aprendizes representam um setor da juventude trabalhadora que ganha um salário pífio e são submetidos a agressão, condições precárias de trabalho, assédio, desrespeito e discriminação de direitos por nossos cargos, enquanto a Cia. massacra a categoria retirando direitos fundamentais para o exercício da função. O avanço da terceirização das bilheterias, os casos de assaltos e de valores de caixa menor exorbitantes estão diretamente relacionados. Submeter pessoas sem treinamento a uma função que exige extremo cuidado e técnica por salários extremamente baixos, menores do que um salário mínimo, é uma forma eficaz de destruir o sistema metroviário rapidamente.

Desde o começo do contrato os jovens aprendizes vêm se mobilizando em defesa dos seus direitos, inclusive os sindicais. Em assembleia foram com peso para defender seu direito a sindicalização e de participar das decisões da categoria. E é um setor que segue na luta, estão se organizando com o abaixo-assinado para pressionar a Cia. a fornecer o transporte fretado até o SENAT. A instituição fica localizada numa área de difícil acesso, submetendo os funcionários a assédio, assaltos e até atropelamentos no trajeto. Além disso, na CIPA foram eleitos nas Linhas Azul e Vermelha e atualmente denunciam os descontos que a empresa vem fazendo unilateralmente nos salários, pelos dias que possuem treinamento no SENAT.

A efetivação é um dos passos fundamentais para melhorar o quadro de funcionários, pressionando o Estado em proporcionar um sistema de transportes condizente com os esforços da classe trabalhadora para viver com dignidade e impedir a onda de ataques que progride por anos com governos não representativos e antidemocráticos. Os JA’s não são subempregados e merecem ser tratados com dignidade, já que entraram por meio de concurso e como já aconteceu na Manutenção, com treinamento estarão aptos para assumir a nova função.

Propostas:

– Organizar um plano de luta até maio, com manifestações, atos e paralisações, pela contratação e efetivação imediata de todos os jovens aprendizes, que já prestaram concurso público, e com treinamento podem assumir a função de OTM1 nas estações, aumentando o quadro operativo nas áreas.

– Manutenção de todos os direitos sindicais e políticos dos Jovens Aprendizes aprovados em assembleia.

Sobre os demitidos por “baixa produtividade”

Desde o ano passado, principalmente após Cristina Bastos assumir como nova chefe de departamento e impulsionar o programa “Conte Comigo”, o assédio moral institucionalizado nas áreas se transformou em demissões por “baixa produtividade”, utilizando como critério a questionada e ilegal “avaliação de desempenho”.

Foram dezenas de demissões, que têm como objetivo reestruturar o quadro para o avanço da privatização e terceirização, reduzindo o orçamento, mas também implementar um clima de terror na base da categoria, como uma prática antissindical para atacar o direito de greve. Se o critério de baixa produtividade fosse levado ao pé da letra na empresa, a primeira medida a ser feita seria acabar com a gerência, diretoria, cargos comissionados e todos os concelhos de deliberação da empresa, que são ocupados pela “indicação” e na prática são todos aliados do PSDB.

Esses sim são baixo produtivos e não os trabalhadores que todo o dia se desdobram em mil funções para fazer o Metrô funcionar. A maioria da diretoria erra ao não dar atenção a esse tema e até agora nenhum tipo de medida foi tomada. Reverter as demissões e impedir que novas aconteçam: trata-se de um objetivo fundamental para fortalecer a categoria na luta contra a privatização.

Proposta:
– Dar centralidade na Campanha Salarial para a readmissão de todos os trabalhadores demitidos políticos das greves de 2007 e 2014, assim como os demitidos por baixa produtividade como resultado da política de privatização do Metrô.

Assinam: Rodrigo “Tufão” (OTM1-JQM, cipista L1), Daphnae (OTM 1-Sé), Alexia (Jovem Aprendiz-SÉ), William (Jovem Aprendiz-JQM), Caroline (Jovem Aprendiz-JQM), Camila Moraes (OTM1- BTO) e André “Bof” (OTM1-LUZ demitido 2018).

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